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Hospital realiza sua primeira correção de dissecção aórticaHospital realiza sua primeira correção de dissecção aórtica


A história do Sinobrasileiro , ganhou em outubro mais um capítulo inédito. No dia 16, após 6 horas de cirurgia, a equipe do cirurgião cardiovascular Elcio Pires Jr., coordenador dos Serviços de Cirurgia Cardiovascular, Cardiologia e Terapia Intensiva, realizou pela primeira vez no hospital uma correção de dissecção aórtica.

A paciente foi uma senhora de 83 anos, que recebeu alta hospitalar cerca de 15 dias após a operação. “Além do pioneirismo da intervenção, cabe ressaltar a gravidade da doença, a idade da paciente e o sucesso obtido, pois a senhora, que mora próximo ao hospital, foi embora a pé para casa, depois de receber alta”, explica o médico.

A estrutura hospitalar e a qualidade da equipe médica foram determinantes para esse sucesso. Quando chegou ao hospital, a paciente queixava-se de dor abdominal, náusea e vômito, o que não é característico da dissecção aórtica. Se há ruptura do vaso, normalmente o paciente sente uma dor torácica abrupta e, à medida que ocorre a dissecção, a dor percorre o corpo, principalmente as costas e a região abdominal.

A dor pode inclusive ser confundida com infarto. Diante da queixa, o hospital realizou uma tomografia abdominal contrastada, que permitiu identificar a dissecção e iniciar um estudo completo, que deu base para a cirurgia. Caso de urgência A cirurgia realizada no Sinobrasileiro foi uma dissecção do tipo A, ou seja, descreve o arco que vai da região ascendente da aorta, próxima do coração, até a porção descendente (cajado). Fatores como idade da paciente e gravidade da patologia aumentavam os riscos da intervenção, mas o caso foi considerado urgente. “Não existia alternativa a não ser a cirurgia. Havia sim outras técnicas, mas optei pelo caminho maisA história do Sinobrasileiro , ganhou em outubro mais um capítulo inédito.

No dia 16, após 6 horas de cirurgia, a equipe do cirurgião cardiovascular Elcio Pires Jr., coordenador dos Serviços de Cirurgia Cardiovascular, Cardiologia e Terapia Intensiva, realizou pela primeira vez no hospital uma correção de dissecção aórtica. A paciente foi uma senhora de 83 anos, que recebeu alta hospitalar cerca de 15 dias após a operação. “Além do pioneirismo da intervenção, cabe ressaltar a gravidade da doença, a idade da paciente e o sucesso obtido, pois a senhora, que mora próximo ao hospital, foi embora a pé para casa, depois de receber alta”, explica o médico. A estrutura hospitalar e a qualidade da equipe médica foram determinantes para esse sucesso.

Quando chegou ao hospital, a paciente queixava-se de dor abdominal, náusea e vômito, o que não é característico da dissecção aórtica. Se há ruptura do vaso, normalmente o paciente sente uma dor torácica abrupta e, à medida que ocorre a dissecção, a dor percorre o corpo, principalmente as costas e a região abdominal.

A dor pode inclusive ser confundida com infarto. Diante da queixa, o hospital realizou uma tomografia abdominal contrastada, que permitiu identificar a dissecção e iniciar um estudo completo, que deu base para a cirurgia. Caso de urgência A cirurgia realizada no Sinobrasileiro foi uma dissecção do tipo A, ou seja, descreve o arco que vai da região ascendente da aorta, próxima do coração, até a porção descendente (cajado).

Fatores como idade da paciente e gravidade da patologia aumentavam os riscos da intervenção, mas o caso foi considerado urgente. “Não existia alternativa a não ser a cirurgia. Havia sim outras técnicas, mas optei pelo caminho mais rápido e com maior probabilidade de sucesso”, observa o médico. “O que fizemos, e é preconizado fazer, foi tirá-la da fase de urgência. Trocamos a porção ascendente delaminada por um material chamado dacron, que é uma mistura de tecido com plástico.

A solução se mostrou correta. No estudo pós- cirúrgico, a paciente já apresentava quase 80% da luz falsa trombosada.” Segundo o médico, a dissecção em atividade ainda representa 20%, mas a paciente está recebendo acompanhamento clínico. Devido à urgência e à extensão da cirurgia, um aspecto importante foi a necessidade de realizar na paciente, por 32 minutos, uma hipotermia profunda acompanhada de parada circulatória total.

O cirurgião abaixou a temperatura da paciente até 25ºC, para fazer o metabolismo cair, principalmente o cerebral, e fez uma perfusão cerebral seletiva, parando a circulação sanguínea no restante do corpo. “É semelhante a uma hibernação. Depois disso, volta-se a circulação e o coração bate de novo. Não é algo que eu gostaria de fazer, mas foi necessário”, diz. A correção de dissecção da aorta é um procedimento realizado apenas em grandes centros médicos especializados em cardiologia.

Para realizá-la no Sinobrasileiro, o dr. Elcio contou com sua equipe, formada por mais um cirurgião cardíaco, um anestesista e um perfusionista, todos especializados, e com uma estrutura médico-hospitalar completa. “Além da expertise de minha equipe cirúrgica, a estrutura do Sinobrasileiro,com cardiologistas,hemodinamici sta,equipe de diagnóstico e grade da UTI, permite a realização de uma operação como esta”, explica.